Caá-oby e Brasil de Fato, inicio de uma parceria para "Uma visão popular do Brasil e do mundo"
O Jornal Brasil de Fato declara abertamente sua posição. Está ao lado das forças sociais que buscam transformações profundas na sociedade, apoiando os movimentos sociais, constantemente criminalizados ou apenas omitidos nas coberturas dos veículos da imprensa empresarial. Além de desmascarar o que há por trás da suposta imparcialidade que a imprensa empresarial tanto declara como um valor, é necessário produzir contra informação, criar fontes alternativas de informação que dêem visibilidade às lutas sociais e tratem as reivindicações dos movimentos com seriedade.
Construído coletivamente, somos um instrumento político, que só faz sentido se atingir continuamente o maior número possível de pessoas, organizações sociais,localidades e municípios.Com pouco tempo de existência, temos conseguido furar os cercos da grande mídia, sempre resistindo a boicotes e lutando contra condições extremamente adversas, a começar pela ofensiva ideológica dos oligopólios da informação em nosso país. Mesmo com todas as adversidades, o BRASIL DE FATO vem atingindo parcela cada vez maior da população, já estando presente em todos os Estados do Brasil.
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APRESENTAÇÃO
O ano de 2002 foi marcado pela realização do Plebiscito Popular da Campanha Contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), assim como pelas milionárias campanhas eleitorais. O Brasil já completava mais de uma década de política neoliberal, e os movimentos sociais enfrentavam um grande e difícil obstáculo: o bloqueio da imprensa empresarial que busca incriminar e criminalizar suas ações, além de minimizar suas reivindicações. Nesse contexto, as forças de esquerda, juntamente com os movimentos sociais, articulavam a urgente criação de um jornal de esquerda, popular, que fosse pautado pela luta por uma sociedade justa e fraterna.
Assim nasceu o Brasil de Fato, um jornal semanal de circulação nacional, com uma proposta editorial que rompesse com o eixo Rio-SãoPaulo-Brasília da mídia empresarial, elabora-do em linguagem simples, acessível, composto majoritariamente de reportagens, informativo e analítico, com a união de profissionalismo/militância, competência/compromisso social, beleza/luta subsidiando o debate de idéias e na análise dos fatos do ponto de vista da esquerda, daqueles que buscam profundas mudanças sociais em nosso país.
O lançamento oficial ocorreu em janeiro de 2003 no III Fórum Social Mundial, em um ato político cultural que contou com a presença de milhares de militantes sociais de todo mundo, e também de grandes referências da esquerda mundial, e em especial da latino-americana, como o uruguaio Eduardo Galeano, a argentina Hebe de Bonafini (das Mães da Praça de Maio), os brasileiros Sebastião Salgado e Augusto Boal, entre outros. Da noite do lançamento até hoje muitos desafios foram superados, o jornal amadureceu, evoluiu na sua estrutura e avançou como referência política para os lutadores e lutadoras do povo. Mas ainda há muito o que fazer.
MONOPÓLIO DA MÍDIA
O monopólio da mídia se dá ao domínio quase absoluto do campo social da comunicação por parte das grandes empresas produtoras de informação e entretenimento espalhadas pelo planeta. Esse domínio se dá desde a pequena cidade do interior do país, onde os políticos locais controlam rádios, jornais e TVs, exercendo grande influência na formação da opinião pública, até os grandes grupos comerciais que controlam o fluxo de informação em escala mundial. No mundo a realidade de concentração e monopólio dos meios de comunicação exercida pelas grandes empresas de mídia se repete em praticamente todos os países.
Trata-se de gigantes a serviço do pensamento único, difundindo seus valores comerciais e ideológicos disfarçados de jornalismo. No Brasil, apenas sete grupos controlam mais de 80% de tudo que é visto, lido ou escutado através dos meios de Comunicação. Esses grupos são controlados pelas famílias: Marinho(TVGlobo,CBN,jornal OGlobo,NET-TV por assinatura,portal globo.com); Frias(jornais: Folha de S.Paulo,Agora,Valor Econômico,portal UOL); Civita(editora Abril,Abril Vídeo,MTVBrasil,DirecTV); Abravanel(SBT), Mesquita(jornal Estado de S.Paulo,rádio Eldorado,agência Estado); Saad(TVBandeirantes,emissoras de rádio AM e FM) e Igreja Universal(TV Record e jornal Folha Universal).
Uma das principais fontes de renda dessas empresas é a venda de anúncios, ou seja, como precisam de muito dinheiro para se manter funcionando, os interesses comerciais são responsáveis por pautar a programação, opiniões e tudo o que for veiculado, para atraírem anunciantes. Além disso, sabendo que os meios de comunicação exercem grande poder.