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PERSONALIDADES



HERMETO PASCOAL - INCONFUNDÍVEL MAESTRIA EXPERIMENTAL


 Nascido em Olho d´Água e criado em Lagoa da Canoa, na época município de Arapiraca, estado de Alagoas, em 22 de junho de 1936, Hermeto Pascoal é filho de Vergelina Eulália de Oliveira (dona Divina) e Pascoal José da Costa (seu Pascoal). Foi no seu alistamento militar que colocaram o pré nome de seu pai como seu sobrenome.Os sons da natureza o fascinaram desde pequeno. A partir de um cano de mamona de "gerimum" (abóbora), fazia um pífano e ficava tocando para os passarinhos. Ao ir para a lagoa, passava horas tocando com a água. O que sobrava de material do seu avô ferreiro, ele pendurava num varal e ficava tirando sons. Até o 8 baixos de seu pai, de sete para oito anos, ele resolveu experimentar e não parou mais. Dessa forma, passou a tocar com seu irmão mais velho José Neto, em forrós e festas de casamento, revezando-se com ele no 8 baixos e no pandeiro.Mudou-se para Recife em 1950, e foi para a Rádio Tamandaré. De lá, logo foi convidado, com a ajuda do Sivuca (sanfoneiro já de sucesso), para integrar a Rádio Jornal do Commercio, onde José Neto já estava. Formaram o trio "O Mundo Pegando Fogo" que pegou fogo mesmo já na primeira vez em que tocaram, pois, segundo Hermeto, ele e seu irmão estavam apenas começando a tocar sanfona, ou seja, eles só tocavam mesmo 8 baixos até então.Porém, por não querer tocar pandeiro e sim sanfona, foi mandado para a Rádio Difusora de Caruaru, como refugo, pelo diretor da Rádio Jornal do Commercio, o qual disse-lhe que "não dava para música". Ficou nessa rádio em torno de três anos. Quando Sivuca passou por lá, fez muitos elogios sobre o Hermeto ao diretor dessa rádio, o Luis Torres, e Hermeto, por conta disso, logo voltou para a Rádio Jornal do Commercio, em Pernambuco, ganhando o que havia pedido, a convite da mesma pessoa que o tinha mandado embora. Ali, em 1954, casou-se com Ilza da Silva, com quem viveu 46 anos e teve seis filhos: Jorge, Fabio, Flávia, Fátima, Fabiula e Flávio. Foi nessa época também que descobriu o piano, a partir de um convite do guitarrista Heraldo do Monte, para tocar na Boate Delfim Verde. Dali, foi para João Pessoa, PB, onde ficou quase um ano tocando na Orquestra Tabajara, do maestro Gomes.Em 1958, mudou-se para o Rio para tocar sanfona no Regional de Pernambuco do Pandeiro (na Rádio Mauá) e, em seguida, piano no conjunto e na boate do violinista Fafá Lemos e, em seguida, no conjunto do Maestro Copinha (flautista e saxofonista), no Hotel Excelsior.Atraído pelo mercado de trabalho, transferiu-se para São Paulo em 1961, tocando em diversas casas noturnas. Depois de um tempo, formou, juntamente com Papudinho no trompete, Edilson na bateria e Azeitona no baixo, o grupo SOM QUATRO. Foi aí que começou a tocar flauta. Com esse grupo gravou um lp. Em seguida, integrou o SAMBRASA TRIO, com Cleiber no baixo e Airto Moreira na bateria. No disco do Sambrasa Trio, Hermeto já registrou sua música "Coalhada".Com o florescimento dos programas musicais de TV, criaram o QUARTETO NOVO, em 1966, sendo Hermeto no piano e flauta, Heraldo do Monte na viola e guitarra, Théo de Barros no baixo e violão e Airto Moreira na bateria e percussão. O grupo inovou com sua sonoridade refinada e riqueza harmônica, participando dos melhores festivais de música e programas da TV Record, representando o melhor da nossa música. Nessa época, venceram um dos festivais com "Ponteio", de Edu Lobo. Além disso, Hermeto ganhou várias vezes como arranjador. No ano seguinte gravou o LP QUARTETO NOVO, pela Odeon, onde registrou suas composições O OVO e CANTO GERAL.Em 1969, a convite de Flora Purim e Airto Moreira, viajou para os EUA e gravou com eles 2 LPs, atuando como compositor, arranjador e instrumentista. Nessa época, conheceu Miles Davis e gravou com ele duas músicas suas: "Nem Um Talvez" e "Igrejinha". De volta ao Brasil, gravou o lp "A MÚSICA LIVRE DE HERMETO PASCOAL", com seu primeiro grupo, em 1973.Em 1976, retornou aos EUA, gravou o "SLAVES MASS" e realizou mais alguns trabalhos com Airto e Flora.Com o nome já reconhecido pelo talento, pela qualidade e por sua criatividade, tornou-se a atração de diversos eventos importantes, como o I Festival Internacional de Jazz, em 1978, em São Paulo. No ano seguinte, participou do Festival de Montreux, na Suíça, quando é editado o álbum duplo HERMETO PASCOAL AO VIVO, e seguiu para Tóquio, onde participou do LIVE UNDER THE SKY. Lançou o CÉREBRO MAGNÉTICO em 1980 e multiplica suas apresentações pela Europa.Em 1982, lançou, pela gravadora Som da Gente, o lp HERMETO PASCOAL& GRUPO. Em 1984, pelo mesmo selo, gravou o LAGOA DA CANOA, MUNICÍPIO ARAPIRACA, onde registrou pela primeira vez o SOM DA AURA com os locutores esportivos Osmar Santos (Tiruliru) e José Carlos Araújo (Parou, parou, parou). Esse disco também foi em homenagem à sua cidade, que se elevou, então, à categoria de município e conferiu-lhe o título de Cidadão Honorário. Em 1986, o BRASIL UNIVERSO, também com seu grupo.Compôs ainda a SINFONIA EM QUADRINHOS, apresentando-se com a Orquestra Jovem de São Paulo. Em seguida, foi para Kopenhagen, onde lançou a SUITE PIXITOTINHA, que foi executada pela Orquestra Sinfônica local, em concerto transmitido, via rádio, para toda a Europa.Em 1987, lançou mais um LP: o SÓ NÃO TOCA QUEM NÃO QUER, através do qual o músico homenageia jornalistas e radialistas, como reconhecimento pelo seu apoio ao longo da carreira. Em 1989, fez seu primeiro disco de piano solo, o lp duplo POR DIFERENTES CAMINHOS.Em 1992, já pela Philips, gravou com seu grupo o FESTA DOS DEUSES. Depois do lançamento, viajou à Europa para uma série de concertos na Alemanha, Suíça. Dinamarca, Inglaterra e Portugal.Em março de 1995, apresentou uma Sinfonia no Parque lúdico do Sesc Itaquera, em SP, utilizando os gigantescos instrumentos musicais do parque. No mesmo ano foi a convite da Unicef para Rosário, Argentina, onde apresentou-se para 2.000 crianças, sendo que seu grupo entrou para tocar dentro da piscina montada no palco a pedido dele.De 23 de junho de 1996 a 22 de junho de 1997, registrou uma composição por dia, onde quer que estivesse. Essas composições fazem parte do CALENDÁRIO DO SOM, lançado em 1999 pela editora Senac/ SP.Em 1999 lançou o CD EU E ELES, primeiro disco do selo Mec, no Rio de Janeiro.
Nesse CD produzido por seu filho Fábio Pascoal, Hermeto toca todos os instrumentos.Em 2003, lançou, com seu grupo, o cd MUNDO VERDE ESPERANÇA, também produzido por Fábio.Em outubro de 2002, quando foi dar um workshop em Londrina, PR, conheceu a cantora Aline Morena e convidou-a para dar uma canja no dia seguinte com o seu grupo em Maringá, PR. Em seguida ela foi para o Rio com ele e, no final de 2003, Hermeto passou a residir em Curitiba, PR, com ela. Assim, passou a dar-lhe noções de viola caipira, piano e percussão e, em março de 2004 estreou no Sesc Vila Mariana a sua mais nova formação: o duo "CHIMARRÃO COM RAPADURA" (gaúcha com Alagoano), com Aline Morena.Em abril de 2004, embarcou para Londres para o terceiro concerto com a Big Band local, sendo que o primeiro já havia sido considerado o SHOW DA DÉCADA. Em seguida realizou mais alguns shows solo em Tóquio e Kyoto.Em 2005 gravou o CD e o DVD "CHIMARRÃO COM RAPADURA", com Aline Morena, além de realizar duas grandes turnês com seu grupo por toda a Europa. O cd e o dvd de Hermeto Pascoal e Aline Morena foram lançados de maneira totalmente independente em 2006.Atualmente, Hermeto Pascoal apresenta-se com cinco formações: Hermeto Pascoal e Grupo, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Hermeto Pascoal Solo, Hermeto Pascoal e Big Band e Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica. Diz ele que, por enquanto, é só!! Esse é o nosso "CAMPEÃO"!!!

Obs. Público, shows e discos têm todos a mesma importância para o Hermeto. Não há melhor público, nem melhor show, nem melhor disco. São todos filhos muito amados por ele. Portanto, o que foi mencionado nessa biografia refere-se apenas a um resumo dos fatos que foram lembrados.



 


LEONARDO BOFF - UM ÍCONE DE PALAVRAS SÁBIAS


Leonardo Boff nasceu em Concórdia, Santa Catarina, aos 14 de dezembro de 1938. É neto de imigrantes italianos da região do Veneto, vindos para o Rio Grande do Sul no final do século XIX.Fez seus estudos primários e secundários em Concórdia-SC, Rio Negro-PR e Agudos-SP. Cursou Filosofia em Curitiba-PR e Teologia em Petrópolis-RJ. Doutorou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Munique-Alemanha, em 1970. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959.
 Durante 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica em Petrópolis, no Instituto Teológico Franciscano. Professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades no Brasil e no exterior, além de professor-visitante nas universidades de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanha).

Esteve presente nos inícios da reflexão que procura articular o discurso indignado frente à miséria e à marginalização com o discurso promissor da fé cristã gênese da conhecida Teologia da Libertação. Foi sempre um ardoroso defensor da causa dos Direitos Humanos, tendo ajudado a formular uma nova perspectiva dos Direitos Humanos a partir da América Latina, com "Direitos à Vida e aos meios de mantê-la com dignidade".
 É doutor honoris causa em Política pela universidade de Turim (Itália) e em Teologia pela universidade de Lund (Suécia), tendo ainda sido agraciado com vários prêmios no Brasil e no exterior, por causa de sua luta em favor dos fracos, dos oprimidos e marginalizados e dos Direitos Humanos.
 De 1970 a 1985, participou do conselho editorial da Editora Vozes. Neste período, fez parte da coordenação da publicação da coleção "Teologia e Libertação" e da edição das obras completas de C. G. Jung. Foi redator da Revista Eclesiástica Brasileira (1970-1984), da Revista de Cultura Vozes (1984-1992) e da Revista Internacional Concilium (1970-1995).

Em 1984, em razão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro "Igreja: Carisma e Poder", foi submetido a um processo pela Sagrada Congregação para a Defesa das Fé, ex Santo Ofício, no Vaticano. Em 1985, foi condenado a um ano de "silêncio obsequioso" e deposto de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em 1986, podendo retomar algumas de suas atividades.
 Em 1992, sendo de novo ameaçado com uma segunda punição pelas autoridades de Roma, renunciou às suas atividades de padre e se auto-promoveu ao estado leigo. "Mudou de trincheira para continuar a mesma luta": continua como teólogo da libertação, escritor, professor e conferencista nos mais diferentes auditórios do Brasil e do estrangeiros, assessor de movimentos sociais de cunho popular libertador, como o Movimento dos Sem Terra e as comunidades eclesiais de base (CEB's), entre outros.
Em 1993 prestou concurso e foi aprovado como professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Em 8 de Dezembro de 2001 foi agraciado com o premio nobel alternativo em Estocolmo (Right Livelihood Award).

Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora/lutadora pelos Direitos a partir de um novo paradigma ecológico, Marcia Maria Monteiro de Miranda. Tornou-se assim ‘pai por afinidade’ de uma filha e cinco filhos compartilhando as alegrias e dores da maternidade/paternidade responsável. Vive, acompanha e re-cria o desabrochar da vida nos "netos" Marina , Eduardo, Maira, Luca e Yuri.
É autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.
Fonte: http://www.leonardoboff.com





CARLOS CHAGAS - MÉDICO, PESQUISADOR, BRASILEIRO.

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, brasileiro, foi um médico sanitarista que viveu entre 1879 e 1934. Além de médico, era cientista e bacteriologista. Grande conhecedor e pioneiro em aplicações práticas de controle de malária em povoados, Carlos Chagas foi enviado em 1907 à Lassance-MG, onde por lá ficou nos dois anos seguintes. Além de controlar a malária daquela região, Chagas começou a pesquisar sobre uma espécie de inseto barbeiro que possuia em seu intestino, um estágio evoluído de Trypanossoma minassensis, que havia descoberto havia pouco tempo no sangue de um sagui.

Continuando seus estudos, Chagas descobre uma ocorrência de uma caso da doença em um gato e posteriormente em uma garota. Nesse momento, acompnahou mais alguns casos e constatou problemas cardíacos nos pacientes. Nesse ponto, Carlos Chagas havia desvendado o ciclo da doença, tendo identificado o vetor (barbeiro), o agente causal (Trypanossoma cruzi), a doença nos humanos e suas complicações. Publicou uma nota em 15 de abril de 1909 sobre seu feito.
 Como resultado disso, diversos pesquisadores europeus se interessaram e, em agosto, ele publica um estudo completo sobre a tripanossimíase americana e o ciclo evolutivo de Trypanosoma cruzi. Assim foi criando uma carreira com importantes apresentações em congressos, prêmios e títulos, com destaque para o título de Doutor honoris causa, da Universidade de Harvard, além de alguns outros na França, Inglaterra, Bélgica e Itália.  


BIBLIOTECA VIRTUAL CARLOS CHAGAS




MARINA SILVA - LUTA EM PRÓL DO MEIO AMBIENTE


Nascida em 8 de fevereiro de 1958, foi ministra do Meio Ambiente entre 2004 e 2008.
Acreana, mais precisamente da colocação (casa de seringueiros) do Breu Velho no seingal do Bagaço (70 km de Rio Branco), Marina Silva tem grande importância no cenário ambiental brasileiro.

Formada em história, começou a se envolver com questões sócio-ambientais ainda na faculdade, quando de filiou no Partido Revolucionário Comunista, abrigado pelo PT. Amiga e companheira de luta de Chico Mendes, fundou com ele a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre em 1985, sendo sub-coordenadora até 1986.
Em 1988 quando elegeu-se vereadora de Rio Branco, Marina Silva foi polêmica por criticar e combater os privilégios de outros vereadores. Com essa índole positiva, conseguiu se eleger como deputada estadual em 1990 e, nesse mesmo ano, descobriu uma grave doença adquirida por metais pesados desde os tempos que vivia no seringal.

Considerada uma das principais vozes da Amazônia, foi convidada por Lula para ser Ministra do Meio Ambiente em 2003. No cargo, foi responsável por criar mais de 24 milhões de hectares através de Unidades de Conservação na região amazônica, além de elaborar e efetuar a criação do Plano Amazônia Sustentável (PAS), o qual lhe rendeu muitos elogios.
Sofrendo grande pressão dos governantes de Mato Grosso e Rondônia, além de conflitos com outros Ministros em função de seu profissionalismo e consciência da importância do meio ambiente, apresentando impecílios verídicos a grandes empreendimentos na Amazônia, pediu demissão em 13 de maio de 2008 do cargo de ministra, alegando falta de sustentação da política ambiental e voltou ao seu mandado de Senadora.
Merece ser homenageada por toda sua luta que ainda exerce pelo Meio Ambiente. Consciente de sua função e sabia de suas responsabilidades, aproveita de seu poder para beneficiar aquilo e aqueles que mais necessitam. Serve de motivação para a incansável luta em pról da natureza. 


                        





CHICO MENDES - ESPÍRITO DE RESISTÊNCIA


No dia 15 de dezembro de 1944, nascia, em Xapuri, Acre, Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como "Chico Mendes". Sua morte, em 22 de dezembro de 1988, não esmoreceu o espírito de resistência em defesa da Floresta Amazônica. Para relembrar uma vida de luta em favor dos povos da floresta, o Comitê Chico Mendes, o Instituto Chico Mendes e o Governo do Estado do Acre programaram uma série de atividades que constitui a Semana Chico Mendes, do dia 14 até 22 de dezembro.

Segundo Elenira Mendes, filha de Chico, é importante relembrar a luta de seu pai em defesa da Floresta nesses tempos de escassez de recursos naturais: "É importante para manter viva a sua memória, pois ele foi um grande líder que surgiu quando ninguém ainda nem sabia o que significava aquecimento global, mas ele, seringueiro que precisava da floresta para sobreviver, já sabia da importância que a Amazônia tinha para o planeta"

Elenira conta que, desde a morte de seu pai, muitas mudanças ocorreram na região. "Após sua morte, vieram as reservas extrativistas, reservas de conservação das florestas... enfim muita coisa mudou, mas precisamos de fato criar mecanismos para que o seringueiro sobreviva de forma digna na floresta sem precisar derrubar para criar gado ou sair das suas colocações para ocupar periferias nas cidades", ressalta.

No dia 10 de dezembro, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou, por unanimidade, o pedido de anistia política de Chico Mendes. O pedido havia sido protocolado em 2005 pela viúva do seringueiro, Ilzamar Mendes. A família terá direito à indenização pelo fato de o seringueiro ter sido perseguido durante o regime militar. "Meu pai nunca teve envolvimento com coisas ilícitas e ser acusado de incitar violência foi um grande erro que o Brasil soube corrigir 20 anos depois", afirma Elenira.

Atualmente, ela preside o Instituto Chico Mendes, que administra todo o patrimônio da fundação, o acervo e a casa onde morou Chico Mendes, tombada como Patrimônio Histórico Nacional: "Meu pai deixou um grande legado à humanidade, não sou a única herdeira, pois muitos se levantaram em defesa da Amazônia, relutei em me envolver na causa em defesa da Amazônia, dos seringueiros e dos povos da floresta, pois achava que tudo isso tinha rendido apenas a morte de meu pai", conta.

Após encontrar uma foto sua com uma mensagem de Chico Mendes no verso, ela mudou de opinião: "Quando recebi uma foto que no verso ele dizia para mim ‘Eis a vanguarda da esperança, Elenira darás continuidade à luta que teu pai não conseguirá vencer’, foi como se a bala que tirou a vida dele, tivesse agora entrando no meu peito e me fazendo despertar para a missão que eu tinha que cumprir, dando continuidade a sua luta, e é isso que faço hoje na minha vida, dar continuidade a essa luta".

A Semana Chico Mendes começou no domingo (14) com um show de artistas acreanos fazendo um Tributo a Chico Mendes, na Praça Central, em Xapuri. Na segunda-feira (15), foi realizada a solenidade de abertura no Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco, a partir das 19h, com a presença de Zuenir Ventura, que escreveu o livro "Chico Mendes - Crime e Castigo’. Nesta (16), haverá a entrega do 2° Prêmio Chico Mendes de Cultura. Estão previstos lançamentos de livro e de DVD, seminários, mostra de filmes, exposições, entre outras atividades.

FonteBRASIL DE FATO


Video - Projeto Poesia Visual

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